Em defesa das entidades
Sem as entidades, a indústria do agronegócio não seria como ela é. Nem aqui, nem na China :)) Seria mais um segmento batendo a cabeça, fraco, sem rumo e sem propósito.
São as entidades, como as associações e cooperativas, alicerces dessa indústria, que moldaram e moldarão o segmento, responsável hoje por 27% do PIB de nosso pais. Metade do que é produzido pelo agro passa por alguma cooperativa, por exemplo.
No caso específico do palmito pupunha não é, e nem poderia ser diferente.
A sociedade, os consumidores urbanos e conectados, foco das ações da indústria, esperam de nós que sejamos consistentes em nosso propósito de entregar sustentabilidade e qualidade. Enfim, valor! Entendendo como valor, características e benefícios que nosso produto e serviço tem para oferecer. E tem. Só depende de nós!
A época do extrativismo da palmeira Juçara e Açaí e seus produtos postos no mercado sem qualidade e marca, acabou. Aqueles que ainda, porventura, não respeitarem a voz do consumidor, vão sair do jogo.
Foram e ainda são essas entidades do setor que darão a verdadeira estrutura para que nossa atividade prospere ainda mais. As entidades são construídas por nós mesmos. São nossa voz e nosso espelho. Entidades fortes, setor forte. Entidades fracas, setor fraco.
As oportunidades estão aí. Apesar de tempos bicudos com pandemia e aumento de custos com insumos, o mercado cresce e tem mais espaço para crescer. Dentro e fora de nossas fronteiras. Antes, dentro e depois de nossas porteiras.
A merenda escolar, o varejo consciente, os restaurantes naturais, todos eles aguardam de nós uma ótima entrega. Isso foi mostrado de forma evidente nos Simpósios Estaduais do palmito Pupunha, em Juquiá, durante a Feira da Pupunha.
O mercado externo aguarda nossa volta, com a conquista do que perdemos e a abertura de novos mercados. Asiáticos, por exemplo. A jornada é grande e promissora, mas sem as entidades, tudo fica mais difícil!
Participação é nossa palavra chave. Colaboração nosso mantra. Mantra pelo qual seguimos juntos e adiante. Com rumo. Sabendo onde queremos chegar. Juntos, em torno destas entidades, teremos consistência. Qualidade!
Precisamos lutar pelo nosso produto, pelas nossas margens. Pela valorização de um produto que é tido, muitas vezes, como iguaria.
Precisamos lutar pela nossa origem, nosso saber fazer. Algo construído por produtores, pesquisadores e empreendedores de todo o segmento. Todos esses valentes unidos por um ideal. O ideal de prosperar em torno da indústria do palmito.
Vem com a gente. Ou melhor, vamos juntos!
